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Amarillo Slim: O Grande Malandro
Memórias de Amarillo Slim, o maior apostador de todos os tempos

Quando o assunto é o poker, poucos são livros têm leitura tão prazerosa quanto O Grande Malandro, uma autobiografia de Amarillo Slim Preston — campeão do Main Event da WSOP de 1972 e membro do Hall da Fama do Poker. Nele você não vai aprender nada sobre 3-bets, 4-bets, 5-bets ou quaisquer outras técnicas avançadas do jogo, mas, em compensação, não vai conseguir desgrudar os olhos, nem por um segundo, das mais fantásticas histórias que um apostador já viveu. Entre apostas hilárias, inusitadas e até perigosas, estão personagens históricos como o traficante colombiano Pablo Escobar, o ex-presidente do Estados Unidos Lyndon Johnson, o rei da pornografia Larry Flint e outras tantas celebridades. Amarillo morreu em abril do ano passado, mas seu legado e o título de "maior apostador de todos os tempos" perdurarão para sempre.

Se qualquer coisa for alvo de controvérsia, eu aposto nela ou me calo. E como discutir não é algo muito apropriado para um cowboy, já fiz várias apostas na vida. Mas, na minha humilde opinião, eu não sou um apostador qualquer. Sabe, amigo, eu nunca saio em busca de um idiota; eu procuro um campeão e faço dele um idiota.

Eu sabia que não convenceria nenhum amador a jogar pingue-pongue comigo por dinheiro, apenas Bobby Riggs, o campeão de Wimbledon de 1939 — eis um homem que estava interessado em fazer uma aposta. Droga, se um cara não achar que tem alguma vantagem, você não tem chance alguma de ele apostar com você.

Bobby não era apenas o melhor jogador de tênis do momento, como também uma personalidade, uma celebridade mundialmente conhecida. Ele era tão famoso que o Tio Sam pediu que ele fizesse exibições de tênis para as tropas durante a Segunda Guerra Mundial e usou isso para fazer propaganda. Em Pearl Harbor, em 1944, um infeliz estranho, que não fazia ideia que Bobby era um campeão, desafiou-o a uma partida de tênis valendo muito dinheiro. Sem praticamente esforço algum, Bobby saiu com todo o dinheiro do cara, o seu carro e o seu bizarro bangalô em Honolulu. Dizem que Bobby se sentiu mal pelo coitado e devolveu tudo — exceto $500, que ele disse ser pela “lição”. Eu sei que esse é um preço muito alto por uma lição, mas acho que poderia ter sido muito pior para a vítima desavisada de Bobby.

Bobby também era conhecido por suas apostas no tênis. Para atiçar idiotas que queriam uma chance de jogar com ele, mas sabiam que jamais o derrotariam, ele inventava as maiores loucuras. Ele jogava com um poodle amarrado em cada perna, ou com uma capa de chuva e galochas enquanto segurava um guarda-chuva aberto com a sua mão esquerda. Acredite em mim, esse menino tinha imaginação, e ele não diminuiu o ritmo nem um pouco à medida que envelhecia.

Em maio de 1973, aos 55 anos, Bobby enfrentou a jogadora número um do mundo, Margaret Court, em uma partida-desafio no San Diego Country Estates, chamada de “A Batalha dos Sexos”. De algum modo, aquele enérgico senhor executou truques suficientes para derrotá-la. Bem, Billie Jean King, a segunda melhor jogadora do mundo, que Bobby tinha chamado de “a verdadeira líder sexual do bando revolucionário”, não gostou dos comentários de Bobby sobre a superioridade do gênero masculino e o desafiou a jogar uma partida contra ela. Diante de mais de 30 mil espectadores no Astrodome, em Houston, em setembro de 1973, a mulher de 29 anos derrotou o senhor de 55 em três sets consecutivos. E isso promoveu manchetes ao redor do mundo.

Como se tratava de um evento no qual o resultado era duvidoso — pelo menos no Texas —você pode ter certeza de que eu estava lá, e é provável que eu tenha feito uma pequena aposta também. Eu tinha conhecido Bobby rapidamente no ano anterior, em Las Vegas, na World Series of Poker e, quando conversei com ele depois da partida de tênis, Bobby me disse que eu seria sempre bem-vindo no Bel Air Country Club, na sua cidade natal, Los Angeles.

O poker era bom no sul da Califórnia naquela época — ainda é hoje  — e na minha viagem seguinte até lá, eu fiz uma visita ao velho Bobby no seu elegante country clube. Não demorou muito para que ele tentasse me convencer a apostar, e como eu não era um jogador de tênis, ele tentou me persuadir a jogar pingue-pongue. Nós dois sabíamos que ele era um jogador muito melhor, mas depois daquele incidente em Pearl Harbor, Bobby tinha amadurecido e aprendido a não se entregar. Em outras palavras, ele não estava querendo ganhar quinhentos dólares por uma lição, ele estava querendo chutar o meu traseiro magro e interiorano.

Como era de se esperar entre dois apostadores, nós ficamos em um vai e vem tentando achar uma aposta justa, mas Bobby continuava se recusando a me dar uma oportunidade. Então finalmente eu disse que jogaria com ele com uma condição: que eu escolhesse as raquetes.

“Nós dois usaremos a mesma raquete?”
“Sim, senhor”.
 “Então quando você chegar com duas raquetes iguais, eu posso escolher com qual eu quero jogar?”
“Sim, senhor, desde que eu traga as raquetes”.

Bobby achava que eu ia dar algum golpe juvenil — que seria uma questão de peso ou que uma das raquetes seria furada ou algo do tipo. Mas quando eu disse que ele podia escolher qualquer uma das duas raquetes que quisesse usar, ele imediatamente comprometeu o seu dinheiro.

Nós apostamos $10.000 e concordamos em jogar às 14h do dia seguinte. Antes de eu sair, apenas para evitar mal-entendidos, eu confirmei a aposta: nós iríamos jogar pingue-pongue de vinte e um pontos, com cada um usando raquetes de minha escolha.

Eu cheguei no dia seguinte ao Bel Air Country Club preparado para a disputa. Quando Bobby me pediu para ver as raquetes, eu enfiei a mão na minha mochila e entreguei a ele duas frigideiras, de mesmo peso e tamanho, e disse que ele poderia usar qualquer uma. Bobby era o atleta mais bem-coordenado que já viveu, mas sacudia aquela frigideira como um cozinheiro ensandecido. Ele só começou a aprender a manejar a frigideira quando eu estava perto de derrotá-lo, mas foi tarde demais. Eu ganhei o jogo de 21 a 8, e poderia ter sido bem pior.

Mais uma vez eu tinha provado que você pode ganhar a vida derrotando um campeão apenas usando a sua cabeça em vez do seu traseiro. A pessoa mais fácil de ser enganada no mundo é um enganador, e Bobby tinha mordido aquela isca feito um porco selvagem depois de uma enchente. Eu vinha praticando com aquela frigideira desde que o tinha encontrado em Houston, e depois que recolhi o dinheiro, apertei a mão de Bobby e nós rimos muito.


TÍTULO: O Grande Malandro – Memórias de Amarillo Slim, O Maior Apostador de Todos os Tempos (Amarillo Slim in a World Full of Fat People)
AUTOR: Amarillo Slim
NÚMERO DE PÁGINAS: 322
PREÇO: R$ 75,00
DISPONÍVEL EM: www.raiseeditora.com
 

 

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